o que nos é servido à mesa do consumo da comunicação social que temos (com versão digital)
Oprojecto foi concebido por pessoas que "não conhecem nem vivem Setúbal" e "não vai contribuir para melhorar a qualidade de vida na cidade." vai custar 13,5 milhões de euros e tem de estar concluída até Setembro do próximo ano para não perder os fundos comunitários. O projecto de requalificação da principal avenida da cidade de Setúbal contou sempre com reservas por parte da população e dos principais partidos da oposição.
O chumbo Obras do Polis de Setúbal na Luísa Todi já têm luz verde para avançar
24.08.2007, Cláudia Veloso http://jornal.publico.clix.pt/UL/main.asp?sec=Local&dt=20070824#O projecto, da autoria do arquitecto Manuel Salgado, foi revisto para poder ser aprovadona reunião da Câmara Municipal de Setúbal, depois de um "chumbo" há duas semanas
A Câmara Municipal de Setúbal aprovou, anteontem à noite, com os votos contra do PSD e a abstenção do PS, a obra de requalificação da Avenida Luísa Todi, no âmbito do Programa Polis.
Depois de um primeiro "chumbo" da proposta, há duas semanas, a intervenção foi agora viabilizada por ter "deixado cair" uma das ideias mais controversas: a interdição da faixa norte daquela avenida à circulação automóvel, defendida pelo arquitecto Manuel Salgado, autor do projecto. Pretendia-se, com essa primeira versão, que aquela via servisse de ligação pedonal entre a baixa comercial e a placa central da avenida, transferindo-se o tráfego automóvel para uma nova circular entre a faixa sul da mesma e a zona ribeirinha da cidade. A proposta reformulada a agora aprovada prevê, assim, a manutenção do tráfego tal como está, ou seja, em torno da placa central, centrando-se a intervenção na criação de mais zonas verdes, quiosques e de uma ciclovia. Os trabalhos vão, no entanto, avançar com algumas questões pendentes. Os partidos da oposição mantêm reservas em relação à criação da ciclovia na placa central, por considerarem que o seu desenho, em forma de "cobra", pode levantar problemas de segurança, causando obstáculo ao atravessamento dos peões. As alternativas são o redesenho da ciclovia ou a sua supressão do projecto. Por decidir ficam ainda as ideias de reservar uma via para transportes públicos e a forma como vai ser feita a circulação automóvel na zona ribeirinha. A proposta apresentada pela Sociedade Setúbal Polis aponta para a circulação, na via junto ao rio, apenas no sentido poente-nascente, mas a oposição prefere que ela se mantenha nos dois sentidos. PSD ainda contraO PSD votou contra por continuar a "não se rever" no projecto, apesar de reconhecer que esta proposta é "muito menos má que a anterior". Para o vereador Paulo Valdez, o projecto foi concebido por pessoas que "não conhecem nem vivem Setúbal" e "não vai contribuir para melhorar a qualidade de vida na cidade." Já Catarino Costa esclareceu que o PS, "não concordando inteiramente" com as soluções encontradas, viabilizou um projecto que "vai ao encontro da vontade dos setubalenses." O vereador do Urbanismo, André Martins (CDU), continua, porém, a defender que a primeira proposta era a que "melhor servia a cidade" e que, daqui a uns anos, "os setubalenses hão-de reconhecê-lo." Recorde-se que a Sociedade Setúbal Polis estava a pagar 3000 euros de multa, por dia, ao consórcio Mota Engil/HCI, devido ao atraso no início da obra. A intervenção já estava adjudicada desde Dezembro de 2006 e devia ter começado em Junho, mas os partidos da oposição exigiram o seu licenciamento camarário, garantindo que só dessa forma se cumpre a lei. A obra vai custar 13,5 milhões de euros e tem de estar concluída até Setembro do próximo ano para não perder os fundos comunitários. O projecto de requalificação da principal avenida da cidade de Setúbal contou sempre com reservas por parte da população e dos principais partidos da oposição. Apesar dos esforços da autarquia para explicar o que considerava serem os benefícios da obra, realizando várias sessões de esclarecimento nas vésperas da votação da proposta de licenciamento, a oposição viria mesmo a inviabilizar o projecto. PSD e PS contestaram a utilização da faixa norte da avenida como zona pedonal, que faria a ligação entre a Baixa e a placa central.